Em homenagem a Keith Haring

27 set

No mês das crianças, a editora Cosac Naify, a Galeria Choque Cultural e a Livraria Cultura prestam uma merecida homenagem ao artista pop norte-americano Keith Haring, que influenciou a geração contemporânea de artistas pop e ajudou a popularizar a arte urbana em todo o mundo. Em sintonia com as ideias do artista – sempre preocupado com que suas obras alcançassem o grande público, preferia expor nas ruas, lojas e clubes –, de 4 a 24 de outubro, a vitrine da loja de artes da Livraria Cultura do Conjunto Nacional ganhará ares de galeria, numa iniciativa conjunta dos três grupos.

O motivo é a intervenção dos artistas da Choque Cultural MZK, Presto e SHN – esse, um coletivo – em páginas gigantes de O livro da Nina para guardar pequenas coisas, feito artesanalmente por Haring para presentear Nina Clemente, em seu aniversário de 7 anos. São seis ampliações (três páginas duplas) de 93 x 70cm, ocupando 7 metros de vitrine.  Outros artistas da galeria vão interagir com as propostas de Haring nos próprios exemplares do livro, também expostos na vitrine. São eles: Carla Barth, Carlos Dias, Jotape, Mariana Martins, Pjota e Speto.

Para abrir a exposição, no dia 4, às 19h, haverá um debate sobre arte urbana e o legado de Keith Haring. Os artistas MZK, Presto e SHN envolvidos nesse projeto estarão presentes e o debate é aberto ao público.

Os desenhos de Keith Haring, que têm na primazia da linha sua maior força, sobrevivem até hoje. Ele veio cinco vezes ao Brasil. A primeira, como artista convidado da Bienal de 1983, quando pintou um painel, que não existe mais, próximo à avenida Sumaré, em São Paulo. Nas viagens seguintes, costumava se hospedar em Ilhéus (ba), na casa do amigo e também artista Kenny Scharf, onde pintou murais e produziu telas e esculturas inspiradas na cultura brasileira. Sua relação com o país pode ser conhecida em Ah, se a gente não precisasse dormir!, outra homenagem da Cosac Naify ao artista.

os livros

O livro da Nina para guardar pequenas coisas

Presente de Haring para Nina Clemente – filha do pintor italiano Francesco Clemente –, em seu sétimo aniversário (1988), a edição brasileira traz, na quarta capa, um texto exclusivo da própria Nina, hoje com 28 anos. Escrito e ilustrado por Haring, a proposta de O livro da Nina para guardar pequenas coisas é tornar-se um objeto pessoal da criança, para desenhar, pintar, colar adesivos, folhas, fotos dos amigos, lembranças de um dia no circo e até pensamentos – desde que sejam pequenas coisas.

Ah, se a gente não precisasse dormir

Traz obras de Keith Haring comentadas por quem entende do assunto: as crianças. De maneira totalmente despretensiosa – e com muita criatividade –, meninos e meninas de cinco a quinze anos dão a sua interpretação para alguns dos trabalhos mais representativos do artista. A ideia é abordar a obra de um artista contemporâneo de forma também contemporânea.

os artistas

mzk

Busca na arte a síntese entre muitas linguagens. É DJ, quadrinista, desenhista, escultor e especialista em pintura – é um ícone da cultura pop surgida antes da internet. MZK traz para o ambiente das galerias objetos marcados por elementos fundamentais da arte contemporânea, além de mostrar sua pintura sintética sobre vários suportes, entre esculturas, telas, objetos e na própria parede. Fortemente influenciado pela cultura pop que existia antes do punk, MZK incorpora muito bem a linguagem dos quadrinhos, do design gráfico e da música em sua obra. 

 

presto

Presto (aka Márcio Penha) estudou na Escola Carlos de Campos, berço de muitos artistas que se consagraram no graffiti paulistano, como Speto, osgemeos e Onesto. Começou a pintar nas ruas em 1996 e, desde então, desenvolve um imaginário próprio, formado por figuras fantásticas e uma caligrafia rebuscada, quase abstrata. Presto mistura surrealismo com cartoon e vai buscar referências em nomes, como Fernando Gonzales, Laerte, Angeli, Don Martin e Moebius. O desenho e a pintura de Presto são muito delicados e seus suportes são escolhidos, construídos, destruídos e reconstruídos com maestria. Telas envelhecidas, madeiras desgastadas, lona de caminhão e metal enferrujado se transformam no background perfeito para o artista colocar seus coloridos personagens.

shn

SHN é um coletivo criado em Americana, no universo punk, hardcore, do fanzine, ou seja, do faça-você-mesmo. Composto por Eduardo Saretta –também é galerista e curador da Choque Cultural -, Daniel Cucatti e Haroldo Paranhos, o SHN foi o primeiro grupo a fazer tiragens em serigrafia e expor uma quantidade de stickers e pôsteres exaustivamente repetidos, colados nas ruas de São Paulo, como uma linha de produção em montagem artesanal. O objetivo é a intervenção por meio da linguagem lúdica e bem humorada.

SERVIÇO

Exposição: Homenagem a Keith Haring

De 04 a 24 de outubro

Livraria Cultura – Loja de artes: Av. Paulista, 2073 (Conjunto Nacional)

De segunda à sábado, das 9h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 20h

Tel: (11) 3170-4033

www.livrariacultura.com.br

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